terça-feira, 20 de setembro de 2011

Mais fotos do Desfile Cívico de 7 de Setembro

Dia da Independência do Brasil, 7 de Setembro de 1822

Em 7 de setembro de 1822, depois da família real ter estado no Brasil, no período de 1808 a 1821, fato sem dúvida importantíssimo para a então colônia, é proclamada a independência do Brasil.

Logo no ano de 1808 foi fundado o Banco do Brasil, mas quando Don João VI retorna a Portugal leva muito dinheiro deste banco e isso contribuirá para a falência desse empreendimento que quebra em 1829. Veremos que o Brasil começa a perder dinheiro antes mesmo de ser uma nação e depois compra a sua independência.

É claro que este episódio da família real ter estado administrando seu império desde o Brasil foi de suprema importância para essa colônia. Quando a família real volta para Portugal depois de 13 anos, deixa seu filho Don Pedro de Alcântara como príncipe regente que é quem proclama a independência do Brasil logo no ano seguinte.

Dom Pedro grita: “INDEPENDÊNCIA OU MORTE!”

Quanto ao Grito do Ipiranga, podemos dizer que ele ecoa até aos nossos dias no momento em que cantamos o nosso amado Hino Nacional: “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas De um povo heróico o brado retumbante, E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos, Brilhou no céu da Pátria nesse instante.” Foi realmente (real vem de rei) nas margens do Rio Ipiranga no estado de São Paulo, que o então príncipe regente Dom Pedro I proclama a independência do Brasil.

Mas é interessante lembrarmos que a Inglaterra era a poderosa protetora e exploradora de Portugal, é ela quem apóia e dá cobertura à transferência da família real para o Brasil. Dezoito navios de guerra portugueses e treze ingleses escoltaram mais de vinte e cinco navios mercantes de Lisboa até à costa do Brasil. A bordo seguiam mais de quinze mil portugueses.















quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Salgueiro marca no fim, bate Paraná de virada e volta a respirar

Foto: Aldo Carneiro/Futura Press


Com um gol no fim, o Salgueiro conseguiu um grande resultado em casa ao bater o Paraná por 2 a 1, nesta terça-feira, no Estádio Ademir Cunha, em Paulista, respirando na Série B do Campeonato Brasileiro 2011. O time pernambucano segue na penúltima colocação, com 22 pontos, mas conquistou o segundo resultado positivo seguido. Já o time tricolor, com 31 pontos, vê o G-4 se afastar cada vez mais.
A equipe visitante abriu o placar aos 17min da primeira etapa. Marquinhos fez o cruzamento, a bola desviou em uma imperfeição do gramado e sobrou para Hernane, que empurrou para as redes.
Apenas dois minutos depois veio o empate, com Ricardinho, pegando rebote após cochilo da defesa antes de estufar as redes. Depois do intervalo, as equipes alternaram o domínio das ações. Porém, quem marcou foi o Salgueiro. Aos 42min, Edimar subiu na área e testou para o fundo das redes, decretando a vitória do time mandante.
Na próxima rodada, o Salgueiro voltará a campo no sábado, quando irá ao Recife encarar o Náutico, no Estádio dos Aflitos. Já o Paraná terá pela frente o Goiás, no mesmo dia, em partida marcada para a Vila Capanema, em Curitiba.


domingo, 11 de setembro de 2011

CASAMENTO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES

No País, 43 mil crianças e adolescentes estão casados
Uma prática ilegal, mais relacionada a áreas rurais ou países distantes, persiste hoje até nos principais centros urbanos brasileiros. Um recorte inédito feito nos dados do Censo Demográfico de 2010 mostra que existem ao menos 42.785 crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos casados no Brasil. O número refere-se a uniões informais, já que os recenseadores não checam documentos.

Essas situações se concentram em grupos de baixa renda e alta vulnerabilidade, principalmente nos rincões do País ou na periferia de grandes centros urbanos. O caso de P., uma jovem de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, é um exemplo. Ela se mudou para a casa do parceiro quanto tinha 11 anos.

Seu namorado, na época, tinha 27. “Eu disse para ele que já tinha 14 e começamos a namorar. Meu pai foi contra porque me achava muito nova, e brigamos feio. Depois da discussão, fugi de casa e fui morar com ele”, conta.

Lá, ela tinha mais liberdade e espaço. Na casa dos pais, eram sete crianças, entre filhos e primos que moravam juntos. Na do marido, uma casa modesta às margens da Represa Billings, eram só os dois. Nos anos seguintes, teve dois filhos e ficou um ano sem ir à escola. Aos 15, teve um sonho de que o pai iria morrer e ligou para fazer as pazes. “Foi a melhor coisa que fiz. Ele morreu um ano depois”.

Hoje, aos 18 anos, ela ainda está com o marido – um agricultor de 34 – e é uma mãe cuidadosa, que não larga dos filhos, mas sente falta de uma infância que deixou de existir. “Deixei de fazer muita coisa que adorava, tipo jogar bola. Tem oito anos que não piso em uma quadra. Se você me perguntar se é fácil, não, não é”.

Legalidade

Assim como o caso de P., a maior parte dos casamentos de crianças registrados no Censo são informais, já que o Código Civil autoriza uniões apenas entre maiores de 16 anos – abaixo dessa idade, só podem se casar com autorização judicial. O Código Penal, por outro lado, proíbe qualquer tipo de união com menores de 14 anos.

“Isso constitui um crime chamado ‘estupro de vulnerável’, previsto no Código Penal e sujeito a detenção de oito a 15 anos”, diz Helen Sanches, presidente da Associação Brasileira de Magistrados, Promotores e Defensores Públicos da Infância e da Juventude (ABMP). As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”.